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A verdade da Copa 2014
 


SELEÇÃO BRASILEIRA
CBF perde mais uma da Vivo
| 11:14

De Veja Online

A CBF foi derrotada novamente em sua quarta tentativa judicial desde o ano passado de romper o contrato de patrocínio da Vivo com a seleção brasileira. A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fátima Andrighi decidiu ontem manter em vigor o contrato firmado em janeiro de 2005 e válido até o final de 2014 - portanto, depois da Copa do Mundo, que será realizada no Brasil.
Pelo contrato, a CBF recebe 8 milhões de reais por ano. Mas desde o ano passado, reclama na Justiça um reajuste.

Em 29 de maio de 2007, a CBF atacou: notificou a Vivo. Avisou que estava rescindindo o contrato unilateralmente. A Vivo, ou mais especificamente seus advogados, entrou em campo e reagiu: acionou a CBF para que o contrato fosse cumprido e ganhou na Justiça. A CBF recorreu. Nova derrota. Não satisfeita, entrou em campo novamente - ou melhor, na Justiça fluminense - pedindo a reconsideração da decisão. Perdeu mais uma vez. Finalmente, a CBF foi ao STJ. E a Vivo levou a melhor mais uma vez.

Afinal, por que a briga? Segundo a CBF, o contrato previa também um complemento polpudo em reais, que viria da venda da marca da seleção brasileira em games e informações variadas, que poderiam ser acessados via celular. E esse complemento que esperava-se vultoso não passou de ninharia. Portanto, sentiu-se lesada. A Vivo responde que interessaria a ela também os lucros da venda dos games - até porque dividiria meio a meio essa receita com a CBF - mas que os resultados ainda não são os esperados.

Na CBF essas derrotas são encaradas como parte da guerra. Ricardo Teixeira tem dito aos mais próximos que não irá desistir de tirar a logomarca da Vivo das mangas da camisa da seleção e dos painéis que são colocados ao fundo de cada entrevista coletiva de um integrante do time.

A disputa, portanto, continua.



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 18h32
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