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A verdade da Copa 2014
 



Matéria do Jornal ESTADO DE MINAS, de quinta-feira, 02/04:
 
ELES VÃO FISCALIZAR OS GASTOS DA COPA 2014
 
Investigados por desvio de verba pública, três parlamentares mineiros foram escalados para zelar pela boa aplicação do dinheiro que será usado na realização do Mundial no Brasil
 
João Magalhães (PMDB), Ademir Camilo (PDT) e Carlos Willian (PTC), suspeitos de desvio de recursos públicos em diversas investigações da Polícia Federal nos últimos quatro anos, serão os responsáveis por fiscalizar a aplicação de mais de r$ 10 bilhões a serem investidos na realização da Copa 2014.
 
O trio é investigado na Operação João-de-Barro que estancou desvio de cerca de r$ 700 milhões do orçamento, incluindo verbas do PAC.
 
A subcomissão tem ainda outro mineiro, o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP), citado durante a Operação Sanguessuga, ao lado de João Magalhães.
 
Também na Operação Navalha, que interrompeu os desvios de verbas do PAC no programa Luz para Todos, Dnit, ministérios da Cidade, Minas e Energias e outros, o nome de Márcio Reinaldo esteve envolvido, tendo sido preso pela PF o seu assessor, Ernani Soares.
 
Além destes, outros 14 parlamentares integram a subcomissão, sendo nove titulares e nove suplentes.
 
E faltou falar sobre Carlos Willian, pastor expulso da Igreja Quadrangular por suspeita de desvios quando administrava a emissora de rádio ligada a Igreja, em Belo Horizonte.
 
Recentemente, esteve envolvido num escândalo no qual teria sido vítima de uma suposta tentativa de homicídio tramada pelo colega Mário de Oliveira. Posteriormente, descobriu-se que a tentativa e denúncia foram tramados pelo próprio Carlos Willian.
 


Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 14h44
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Correio Brasiliense - 14 de maio de 2007

                                              

Governo federal gasta ilegalmente em obra do Pan

 "As autoridades planejam só agir depois das competições, mas já é possível dizer que há algo de podre nos Jogos Pan-Americanos. O caso com maior grau de inflamação, por ora, é a obra do Centro Esportivo Deodoro, área instalada dentro da Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, onde serão disputadas as provas de hipismo, hóquei, pentatlo, tiro e arco. A construção, a cargo da empreiteira Camargo Corrêa, é a única totalmente tocada com dinheiro do governo federal. Com mais de R$ 100 milhões envolvidos, ela não só está atrasada. Seus custos ultrapassaram todos os limites previstos, inclusive aquele em que um gasto público deixa o território da legalidade e esmaece sob um nevoeiro de odor forte e desagradável".



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 14h30
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ACOMPANHAMENTO DAS TRANSFERÊNCIAS DO GOVERNO FEDERAL PARA OS JJOO-2016!

1. O Projeto de Lei nº 13 de 2008-CN, aprovado pelo Congresso Nacional em 15/07/2008, destinou ao Ministério do Esporte R$ 85,0 milhões, discriminados na coluna "Crédito Adicional PLN nº13/2008" da planilha "Execução 2008" em anexo. Lula assinou com pompas e circunstâncias e disse que eram recursos para financiar a candidatura do Rio aos JJOO-2016.

2. Ao COB foram alocados, em 2008, R$ 45,9 milhões em valores empenhados e R$ 24,5 milhões em valores pagos, de acordo com a planilha "COB 2008.XLS".

3. Do montante inscrito em restos a pagar (R$ 21,4 milhões), o COB recebeu, em 2009, R$ 15,7 milhões em valores pagos e R$ 5,7 milhões em valores a pagar, de acordo com a planilha "RP 2008 Inscr em 2009.XLS".

4. Faltam 46%. O grupo do COI chega ao Rio em abril para inspecionar.



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 10h02
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Está no Globo de hoje

Renato Maurício Prado já tinha dado a informação abaixo na CBN EC de ontem, e deu também em sua coluna no Globo de hoje:

"Não foi à toa que a Fifa adiou em dois meses a definição das 12 cidades que deverão ser sedes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil — o anúncio aconteceria no próximo dia 20 e agora será em maio.

Relatório técnico da Fifa diz que o Brasil não tem 12 cidades em condições mínimas de abrigar jogos do Mundial. Na maioria delas, faltam condições básicas, como rede hoteleira, de hospitais e de transportes em padrões compatíveis com os exigidos pela entidade máxima do futebol.

A famosa sede do Pantanal, por exemplo, está seriamente ameaçada: nem Cuiabá, nem Campo Grande foram consideradas aptas pelos inspetores da Fifa — que se mostram especialmente incomodados com as mais variadas pressões de políticos para eleger esta ou aquela cidade.

É a primeira vez na história das Copas que a definição das sedes e sub-sedes foi adiada.

E já há quem creia que, diante das dificuldades, o Brasil terá que se contentar com as tradicionais 10 cidades para hospedar as partidas de 2014."



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 14h58
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Curitiba apresenta plano de ações para a Copa 2014

Folha do Turismo

O ministro do Turismo, Luiz Barretto, vai conhecer nesta quarta-feira (18/02) o plano de ações e projetos de Curitiba que pleitea ser uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol 2014, junto com outras 16 capitais. O documento, elaborado pelo Comitê Executivo de Curitiba para Assuntos da Copa do Mundo 2014, contém propostas integradas dos governos estadual e municipal para as áreas de transporte público, infraestrutura esportiva, acessibilidade e mobilidade urbana, segurança, saúde, saneamento, energia e rede hoteleira.

Técnicos da Fundação Getúlio Vargas vão expor a metodologia e objetivos do estudo Desenvolvimento Turístico dos Destinos Indutores Candidatos à Sede da Copa do Mundo. Encomendado pelo Ministério do Turismo à FGV, o diagnóstico mapeia possíveis gargalos. O Ministério do Turismo também vai detalhar as ações de planejamento da pasta para credenciar o setor a receber os turistas para o evento.



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 21h53
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Curitiba apresenta plano de ações para a Copa 2014

Folha do Turismo

O ministro do Turismo, Luiz Barretto, vai conhecer nesta quarta-feira (18/02) o plano de ações e projetos de Curitiba que pleitea ser uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol 2014, junto com outras 16 capitais. O documento, elaborado pelo Comitê Executivo de Curitiba para Assuntos da Copa do Mundo 2014, contém propostas integradas dos governos estadual e municipal para as áreas de transporte público, infraestrutura esportiva, acessibilidade e mobilidade urbana, segurança, saúde, saneamento, energia e rede hoteleira.

Técnicos da Fundação Getúlio Vargas vão expor a metodologia e objetivos do estudo Desenvolvimento Turístico dos Destinos Indutores Candidatos à Sede da Copa do Mundo. Encomendado pelo Ministério do Turismo à FGV, o diagnóstico mapeia possíveis gargalos. O Ministério do Turismo também vai detalhar as ações de planejamento da pasta para credenciar o setor a receber os turistas para o evento.



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 21h48
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Presidente da Colômbia anuncia apoio a Cuiabá para subsede da Copa
Rubens de Souza
Da Redação


     Se Mato Grosso do Sul tenta, desesperadamente, o apoio do Paraguai para ter o direito de sediar um dos grupos da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, Mato Grosso já garantiu o apoio da Colômbia para que Cuiabá seja uma das sedes. E este apoio será confirmado nesta segunda-feira, às 15h, no Rio de Janeiro, onde o governador Blairo Maggi se encontra com o ex-presidente da FIFA, o brasileiro João Havelange, ex-sogro de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.
     
     A Colômbia garantiu o apoio a Cuiabá na manhã desta segunda-feira, quando seu presidente Álvaro Uribe, em passagem por São Paulo convidou o governador Blairo Maggi para um café da manhã. No encontro estiveram presentes também o secretário de Turismo e presidente do Comitê Pró-Copa Pantanal Yuri Bastos Filho, o ex-vereador e ex-presidente da Federação Mato-grossense de Futebol Agripino Bonilha Filho, afilhado de casamento de João Havelange e o coronel Maia.
     
     Antes de embarcar para o Rio de Janeiro, o governador Blairo Maggi em entrevista exclusiva para o portal de noticias 24 Horas News, por telefone, disse que o encontro com o presidente colombiano Álvaro Uribe não poderia ter sido melhor. “Ele nos convidou para o café da manhã. Falamos sobre vários assuntos e também sobre a Copa do Mundo de 2014. Dissemos que estávamos em São Paulo de passagem para o Rio de Janeiro para um encontro com Havelange e que estamos disputando o direito de ter uma das sedes em Cuiabá. Uribe nos deu total apoio e disse que a Colômbia está engajada para que Mato Grosso seja indicado pela FIFA”.
     
     Após o café da manhã com Uribe o governador Blairo Maggi e comitiva seguiram para o Rio de Janeiro. Segundo o governador, o encontro com João Havelange tem tudo para ser mais um decisivo passo para que Cuiabá esteja na lista das 12 cidades que vão sediar a Copa. “Tenho plena convicção que estamos fazendo um trabalho sério, objetivo e que vai resultar nesta nossa vitória. Estamos contando com o apoio do Agripino Bonilha Filho, um dos maiores incentivadores do esporte em Mato Grosso e que tem um laço de amizade muito grande com o Havelange, que já presidiu a FIFA. Será mais um passo na nossa campanha. Vamos pedir apoio a ele, que é uma pessoa influente junto ao FIFA e a seu atual presidente Joshep Blatter”, concluiu o governador.
     


Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 12h44
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Copa 2014: Presidente paraguaio deve declarar apoio a Campo Grande


Encontro de autoridades brasileiras e paraguaias está marcado para terça-feira. Prefeito de Ponta Porã, Flavio Kayatt, é um dos convidados para audiência do presidente Lugo e governador André



Autoridades brasileiras, entre elas o prefeito de Ponta Porã, Flávio Kayatt e o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, têm uma audiência confirmada para a próxima terça-feira, às 10 horas da manhã com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Entre os assuntos tratados no encontro, a esperada declaração oficial do presidente do país vizinho ao projeto que visa transformar Campo Grande numa das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014.

A audiência é resultado da articulação política efetuada pela equipe do prefeito Flávio Kayatt junto ao governador do Departamento de Amambay, Ancho Ramiurez. A participação das autoridades da fronteira é considerada fundamental para que os defensores do projeto da Copa na capital sul-mato-grossense, consigam convencer a FIFA a declarar Campo Grande como uma das sedes da competição.

O argumento é de que o Paraguai, caso se classifique para a Copa de 2014, mande os jogos em Campo Grande. A decisão favorável da FIFA é considerada um grande incremento da atividade turística em todo o MS com repercussão no lado paraguaio da fronteira. “Uma competição deste nível atrai milhares de turistas do mundo todo. Nosso estado e nossa região seriam divulgados mundialmente a partir das potencialidades existentes. Por isso que estamos engajados neste projeto”, declarou o prefeito Flávio Kayatt.

A audiência será realizada no Palácio de Lopez, sede do governo paraguaio. Além de Kayatt e André, também foram convidados o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, o governador Ancho Ramirez e seu chefe de gabinete, Carlos Quevedo. O secretário de Integração e Turismo de Ponta Porã, Marcelino Nunes, que trabalhou bastante para a aproximação das autoridades dos dois paises, também deverá participar do encontro.

“Será um momento histórico que o futebol está proporcionando. O encontro das autoridades que, a partir do tema Copa do Mundo, poderão iniciar entendimentos sobre outras questões relacionadas aos problemas comuns aos dois lados da fronteira e que precisam ser enfrentados em conjunto”, relatou o governador de Amambay, Ancho Ramirez.

O secretário Marcelino Nunes disse que “a atuação política do prefeito de Ponta Porã, Flávio Kayatt, foi decisiva para que, nesta semana, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, declare oficialmente apoio ao projeto de Campo Grande”, ressaltou. Recentemente, ele e o vice-prefeito Eduardo Campos, estiveram em Assunção e em Campo Grande, participando de eventos relacionados à escolha das cidades sedes da Copa de 2014.

Uma delegação composto pelo ministro do Esporte do Paraguai, dois governadores e mais de uma dezena de prefeitos paraguaios, visitou Campo Grande. Antes, foi recebida por Kayatt.



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 12h40
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COPA 2014: AÉCIO QUER JOGO DA SELEÇÃO BRASILEIRA NO MINEIRÃO

 

Todos nós estamos atentos aos movimentos relativos à Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil.

 

Acompanhamos, entre outros eventos o lançamento do Comitê Organizador, presidido pela filha de Ricardo Teixeira e, por último e mais recentemente, a visita de Joseph Blatter e dos delegados da FIFA ao Brasil.

 

Já sabendo que São Paulo está praticamente eleita para ser a sede da abertura da Copa e que o Rio de Janeiro sediará a final, o Governador de Minas, Aécio Neves ruma seus esforços agora para ter, em Belo Horizonte, uma chave com equipes “fortes” ou até mesmo um jogo da Seleção Brasileira.

 

Seria do agrado do pré-candidato à Presidência em 2010, que a capital mineira recebesse, por exemplo, a chave da Itália, Alemanha ou Argentina, mas o Governador não abre mão mesmo é de receber um jogo da Seleção.

 



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 12h39
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Na 'Folha', de hoje: tarda, nem sempre falha

Vôo da muamba" gera indenização de R$ 2.359 à União

Presidente da CBF, que importou equipamentos no valor de US$ 45 mil na volta do tetra, é condenado após 14 anos

Processo, que não pode mais ter recursos, é 1 dos 3 que envolvem o dirigente acerca do vôo que levou 17 toneladas de bagagem

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Passadas três Copas, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teve sua primeira derrota definitiva na Justiça num dos processos relacionados ao "vôo da muamba", quando a seleção trouxe dos EUA 17 toneladas de bagagens e compras após a vitória na Copa de 1994.
Teixeira é acusado de ter transportado ilegalmente equipamentos para sua choperia El Turf, na Zona Sul do Rio. Além de dois processos que enfrenta por essa razão, ele moveu ação contra a União, por danos morais, alegando que o auditor fiscal Sylvio de Sá Freire, então lotado no Aeroporto Internacional do Rio, teria praticado atos abusivos ao tentar reter a bagagem da seleção para vistoria.
No mês passado, Teixeira perdeu em última instância, no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ontem, o processo transitou em julgado (não cabe mais recurso). Após 14 anos, o valor da indenização que Teixeira terá de pagar à União é praticamente simbólico, de R$ 2.359.
Procurado via assessoria da CBF, ele não ligou de volta.
O resultado da ação por danos morais reforça o prognóstico dos outros processos, com valores bem maiores.
Num deles, em que tem tido sucessivas derrotas, Teixeira pode perder o equipamento importado para a El Turf, comprado por US$ 45 mil.
No outro, ele é acusado de ter coagido os auditores do aeroporto para que liberassem as mercadorias da delegação. O valor desta causa é de R$ 50 mil, fora a correção monetária.
No primeiro caso, o desembargador Alberto Nogueira, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve o entendimento da instância anterior, de que a importação foi irregular e de que o equipamento tem de ser apreendido pela Receita. O segundo caso ainda está na primeira instância.
O auditor Sá Freire disse que a "fraude fiscal" cometida por Teixeira foi comprovada quando, em 1995, o presidente da CBF fez uma importação de novo equipamento para a choperia, cuja fatura comercial informava o peso da mercadoria em 1.480 quilos. Porém a Infraero havia pesado equipamento com 886 quilos.
"Essa diferença [de peso] foi para encobrir o equipamento trazido ilegalmente no vôo da seleção", disse Sá Freire.
A Receita Federal deixou de arrecadar ao menos US$ 1 milhão em impostos. O cálculo levou em conta o volume da bagagem (17 toneladas) e as listas de compras dos atletas. Na ida aos EUA, a bagagem da seleção pesara duas toneladas.
Teixeira pressionou os fiscais da Receita e obteve a liberação. Na ocasião, telefonara ao então ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves. Diante dos funcionários da Receita, Teixeira ameaçou devolver as medalhas de condecoração que os atletas haviam recebido do então presidente Itamar Franco.
O secretário da Receita Federal à época, Osiris Lopes Filho, que orientara os funcionários da alfândega a realizar a fiscalização de praxe (que prevê a taxação de valores acima de US$ 500), se demitiu pelo episódio.
O campeão de itens foi o lateral-esquerdo Branco. O segundo nome que mais apareceu nas caixas embarcadas no avião foi o de Carlos Alberto Parreira.



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h45
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Mineirão: a boate de um quase time na festa de um quase bom-moço

Por THIAGO SARKIS*

 

Chegar ao Mineirão para Brasil e Argentina foi, no mínimo, esquisito. Apesar do congestionamento nas proximidades do estádio e dos cambistas, tudo ocorria em perfeita ordem. Policiais para todos os lados, serviços de emergência apostos, estacionamento para caravanas, placas em inglês, português e espanhol, boa iluminação, fiscais preparados para instruírem o público e evitarem que o mesmo se aproximasse dos detentores dos títulos de VIPs que estariam dentro e fora de campo. Tudo otimizado e cuidado com carinho e atenção especiais que não se observaram no último duelo entre as duas seleções na capital mineira.

 

Não acredite que o motivo desta expressiva mudança na embalagem tenha sido apenas a Copa de 2014. Afinal, o conteúdo de quem organizou os dois eventos na última eliminatória e nesta é o mesmo... Assim como o conteúdo do Mineirão.

 

A boate montada pelo playboy que governa as Minas Gerais não deve apagar usuais péssimas condições de higiene, instalações enferrujadas, e os mais de 25 mil pontos cegos do Estádio Governador Magalhães Pinto.  Isso mesmo: mais de vinte e cinco mil pessoas pagam ingresso semanalmente para assistirem às partidas sem o mínimo de conforto e, às vezes, até sem campo de visão.

 

É claro que Luciano Huck, Pelé, Pedro Bial, Ricardo Teixeira, e todos os "célebres" que lá estavam não lhe diriam isso. Porém, perguntem-vos se comparecerão aos próximos jogos de Atlético e Cruzeiro. É claro que não. A boate já estará desmontada. Sem luzes, shows, talvez apenas com os telões ainda mantidos em lugares estapafúrdios, acrescentando cerca de uma centena – ou mais – de pontos cegos ao Mineirão.

 

Nos assentos de gente comum, encontramos uma torcida que paga bem e caro, seja para as partidas de seus clubes ou para as da Seleção, e que é maltratada em quaisquer das ocasiões. Torcida que preteriu a competição de brasileiros e argentinos para alimentar, de forma saudável, a rivalidade entre alvinegros e celestes.

 

A positividade entre os eternos rivais que riam das brincadeiras um do outro, independentemente dos palavrões proferidos por ambas as partes, não se repetiu nos gritos direcionados a Galvão Bueno. O narrador é considerado 'persona non grata' pelos admiradores das duas potências de Minas, assim como por outras tantas forças país afora, por personificar a emissora que, "inadvertida e ingenuamente", segue aumentando o áudio das torcidas que lhe dão audiência, além de já ter, direta ou indiretamente, arrancado títulos ou oportunidades de títulos dos dois grandes mineiros. José Roberto Wright, atual comentarista de arbitragem da nave-mãe e da filial, que o diga.

 

Dentre os que estavam em campo, impressiona perceber os pretensos europeus que hoje vestem a amarelinha insistindo em reclamar da torcida, especialmente pelos aplausos a Messi. Parece que o tempo de nossos craques na Europa só lhes serviu de aprendizado no manuseio do Euro. Ou suas memórias não chegam ao dia em que dezenas de milhares aplaudiram Ronaldinho Gaúcho de pé no Santiago Bernabéu?

 

Aliás, engana-se quem pensa que os aplausos a Messi foram puramente irônicos. O momento da saída do craque argentino, único a realmente brilhar com a bola nos pés – apesar de distante das atuações que o destacaram no Barcelona – foi uma realização para todos que pagaram até 250 reais para verem o Mineirão se transformar na boate do quase jogo de um quase time que fez a festa de um quase bom-moço em sua escalada ao Palácio do Planalto. Foi o momento de sentir que talvez tenha valido a pena estar ali.

 

Burro, Dunga? Burro foi Collor. Aliança boa não é com PC Farias. É com artistas e "artistas" que invadem a telinha do povão todos os dias. Aécio e seus assessores sabem disso. Já calaram a imprensa mineira e agora calam e envolvem, pouco a pouco, o restante do país com os infindáveis afagos às "celebridades" que os cercam.

 

 

* Thiago Sarkis é redator da revista Roadie Crew, crítico musical, e publicou seus artigos em mais de trinta países nos principais periódicos do mundo de Rock, Pop, Blues, Jazz e Progressivo. Fora isso, é psicólogo... E louco por futebol.


Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h42
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Seleção pode chegar na Olimpíada sem amistosos

Por Luciano Borges

A comissão técnica da seleção brasileira tem duas propostas de trabalho para preparar a equipe olímpica. E as perspectivas do time que vai aos Jogos Olímpicos de Pequim não são das mais animadoras.

O “Plano Luxo” prevê 15 dias de preparação com um ou dois jogos amistosos. O “Plano Standard” é mais cruel: cinco dias de treinos e nenhuma partida para testar a equipe. “Vai depender da Fifa, de quando teremos todos os atletas juntos”, disse o técnico Dunga ao Blog do Boleiro.

O treinador, que neste domingo dirige a seleção olímpica num amistoso contra um “catadão carioca”, está otimista. “Acho que teremos os 15 dias”, disse. Para o confronto em Volta Redonda, os jogadores treinaram somente nesta manhã de sábado.

Para jogadores como o zagueiro Alex Silva, a partida amistosa é encarada como a grande chance de se garantir no grupo que vai a Pequim. “Eu quis muito participar deste jogo. Em seleção, não se pode bobear. Tem muito zagueiro bom na minha idade”, disse o titular do São Paulo, que tem 23 anos.

Dunga sabe desta vontade dos atletas. “Esses caras vão jogar a vida. Todos querem garantir um lugar no grupo da Olimpíada”, afirmou.


Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h36
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20.06.08

Dunga: “Estou puto, mas estou tranquilo”

http://borgesluciano.blog.terra.com.br/


Reuters

Por Luciano Borges

O técnico da seleção brasileira tem um jeito Dunga de explicar como está se sentindo: “Estou puto, mas estou tranquilo”. Em casa na cidade de Porto Alegre, o treinador pensa e repensa tudo o que passou nos últimos dias com a equipe do Brasil. E acha que está sendo pressionado para ceder nas restrições que impôs à imprensa, especialmente à TV Globo.

Em conversa por telefone com o Blog do Boleiro, Dunga explicou porque não utilizou atletas em idade olímpica nos quatro últimos jogos, porque dispensou Kaká, o que achou do desempenho da seleção nas partidas das eliminatórias e também se foi mesmo atropelado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na convocação antecipada de Ronaldinho Gaúcho para a equipe olímpica.

A seguir, a entrevista com Dunga:

Dunga, como você está?
Tranqüilo. Estou puto, mas estou tranqüilo. Sei que querem a minha cabeça porque criei uma zona de desconforto para quem estava acostumado a cobrir a seleção brasileira sem sair de casa. Porque tinham a escalação, o time, as preferências do treinador. Mas isto mudou.

De quem você está falando?
Queira ou não queira, a poderosa manda e os caras que trabalham para ela acham que mandam. Não digo que seja a TV Globo, mas alguns profissionais que trabalham lá e estavam acostumados com privilégios e não têm mais. Lá nos Estados Unidos, vieram pedir para entrevistar um jogador à uma da manhã. Disse não. Eles foram à loucura. Um câmera ficou dizendo que ia falar com A, B ou C, mas falei que não. Não tenho culpa se os caras chegaram atrasados em três dos quatro treinos que dei. Não é meu problema se o cara perdeu a hora passeando no shopping. E eu disse para o cara: “Não vai jogar a responsabilidade em cima de mim”. Depois dizem que o Dunga é carrancudo. Tenho senso de justiça.

As relações entre você e os jornalistas estão estremecidas?
Comigo, os repórteres perguntam tudo e eu respondo tudo. O que fiz foi atender o que 95% da mídia pediu e 100% da população brasileira queria: coloquei ordem, acabei com a festa que foi na Copa do Mundo de 2006. E estou atendendo o que o meu patrão determinou.

Mas a reclamação não é só dos profissionais da Globo.
Veja como são as coisas. Os caras que a vida toda reclamaram dos privilégios de uma emissora, agora se juntam com ela para meter o pau. Quem reclamava das tendas de algumas tevês que cobriam os treinos e faziam entrevistas na hora que queriam, agora tem tratamento igual. Mesmo assim, reclamam. Mas não vou dar nada para ninguém. Mas está tudo dez. Sei que os caras vão fazer leitura labial comigo, mas não mudo de posição. Estou tranqüilo.

Você está na corda bamba?
Já disse. Esta pergunta deve ser feita para o presidente da CBF. Mas, veja bem, quando o Ricardo Teixeira me contratou, ele deixou claro que nossa conversa seria direta, sem interlocutores. Falo direto com ele. E não fazemos nada sem planejamento. O Ricardo recebe relatórios de tudo o que vamos fazer, quem convocamos, porque convocamos, qual o nosso objetivo. Funciona como uma empresa.

Quando você conversou com ele pela última vez?
Ontem à noite, por telefone.

Você sabia da convocação do Ronaldinho Gaúcho para a Olimpíada?
Esta idéia vem amadurecendo na comissão técnica há três meses. Passamos para o presidente Ricardo Teixeira e ele assumiu o encaminhamento dela. A gente teve que deixar o cara bater no fundo para ajudá-lo. Mas eu não podia ir até o jogador, me expor. Por isso, o Ricardo disse: ‘Deixe que eu mesmo falo com ele’. Ele não está machucado. Mas não joga há três meses. Por isso, o Paulo Paixão (preparador físico) vai trabalhar com ele. Agora, o Ronaldinho sabe que vai viajar na classe econômica, junto com o resto do time. E tem que estar disposto a treinar.

O que você pode dizer sobre este caso do Kaká? Você está realmente chateado com ele?
Não estou. Eu quero contar com os melhores. Não sou maluco. Não sou doente. O que eu falei foi o seguinte: ele precisa estar bem para disputar os dois jogos das eliminatórias. O que eu ouvi foi que para o primeiro jogo não dava e talvez desse para o segundo. Aí não seria possível. Ele não está bom para jogar hoje.

Ele disse no programa “Bem Amigos”, no Sport TV, que não gostou muito do jeito como foi cortado.
É mas ele mesmo disse também que jogou machucado em 2006 e não faria isto mais. Mas eu pergunto: por que jogou cinco meses no Milan com o problema no joelho? O que eu ouvi era que ele talvez pudesse, talvez não pudesse jogar os dois jogos. Ou tem ou não tem condições. Ou então chega e diz “eu vou pro pau”. Agora, para impedir o Kaká de ir à Olimpíada, é o Milan que decide. Mas para jogar nas eliminatórias, é o Kaká que decide.

O que houve então, um mal entendido?
Eu sempre digo aos jogadores que eles só podem acreditar naquilo que sai da minha boca. Só vale quando eu falar. Nunca disse que não queria o Kaká ou o Ronaldinho Gaúcho. Quero contar sempre com os melhores. Quero os melhores, em condições de jogar.

Mas o Ronaldinho nem está jogando.
Esta situação é uma exceção, fizemos um planejamento para ele jogar. Para mim, todo mundo é importante, do Júlio César ao Ronaldinho, passando pelo Maicon, Lúcio, Juan, Anderson, todo mundo.

No meio desta situação, a Olimpíada veio para atrapalhar?
Não vai atrapalhar, vai ajudar.

Mas até para este amistoso no Rio você já teve que dispensar dois jogadores.
O Fluminense divulgou quando ia viajar para o Equador? Não. Quando eles pediram a dispensa do Thiago Neves e do Thiago Silva, não me opus. Não vou atrapalhar a vida de ninguém.

Vocês dispensaram o Alex Silva e o Hernanes do São Paulo?
Não. Até porque ninguém falou comigo. Se falassem comigo, dissessem que precisam deles, a gente podia fazer um acordo. Eles jogariam uns 60 minutos no sábado e eu os colocaria para jogar uns 40 minutos no domingo.

Esta má fase que a seleção está passando não pode queimar jogadores como, por exemplo, o Diego?
Eu sempre digo: seleção é pressão. O cara não pode se queimar. Eu dou oportunidade. Veja o caso do Luisão: nos quatro anos antes de eu assumir, ele jogou dois jogos pela seleção. Comigo, em dois anos, já disputou seis. É saber aproveitar. Tem cara que diz que precisa de sequência de jogos. Isso vale para times e não para seleção. Seleção é confiança. O jogador tem que dizer “tenho cinco, dez minutos para jogar e vou dentro”. Viu o Anderson? Como ele entrou contra o Paraguai?

Contra o Paraguai, a seleção não conseguiu parar o contra-ataque e a jogada de bola parada.
Isso é o mesmo que dizer que a Itália joga no contra-ataque. Todo mundo sabe disso. A gente sabia que o Paraguai tem essa característica. Mas sofremos dois gols em falhas que acontecem no jogo. Contra a Argentina, sabíamos que dos oito gols que eles tinham marcado nas Eliminatórias, seis foram em jogadas de bola parada. No Mineirão, eles repetiram estas jogadas várias vezes. O que aconteceu? Nada. O time melhorou. Comparando com os argentinos, eles somaram dois pontos e nós um nestes dois últimos jogos.

O Brasil não jogou mal?
Contra a Venezuela, jogou mal mesmo. Contra o Paraguai não fomos bem. Mas contra a Argentina, o time melhorou. A gente queria ganhar o jogo, mas enfrentamos a Argentina.

Por que você não aproveitou os amistosos nos EUA (contra Canadá e Venezuela) para testar jogadores em idade olímpica?
É outra crítica que fazem sem saber que planejamos tudo, pensamos antes de tomar decisões. Para as eliminatórias, os jogadores estavam no final de temporada, 15 dias parados. Se coloco um time olímpico, eles iam ficar mais 15 dias. Como o time poderia ir bem nas eliminatórias? Assumimos um risco calculado. Se a gente tivesse certeza seria melhor.

Você está se sentindo pressionado?
Não pela CBF. Sei que os caras querem me botar contra a parede para que eu ceda. Mas não vou mudar. Já me reuni com eles, eles falam que tem os melhores profissionais, os melhores equipamentos, mas isso não muda nada do que me propus fazer na seleção. Queriam seriedade e temos seriedade.

Os jogadores entendem isso?
O grupo é muito responsável. Temos alguns atletas experientes como o Gilberto Silva, Gilberto, Lúcio e Juan que orientam os mais novos. Eles sabem que só quero que eles tenham responsabilidade. Trato os caras com o maior respeito. O próprio grupo puxa quem está se desviando um pouco. É uma tarefa importante jogar pelo Brasil. A situação do país requer algumas mudanças. Tenho a oportunidade de mudar esse aspecto. Ninguém leva vantagem aqui. Para mim, o que vem primeiro é a seleção brasileira.

Você teme ser demitido?
Sou bem sucedido na vida. O que tenho dá para viver. Sempre digo que Deus me deu um dom, que é o de jogar bola, e eu acrescentei algumas coisas. Eu estou na seleção porque sempre achei que seleção não é escolha, é missão. Para mim, primeiro é o trabalho e não o emprego. Mas estou tranqüilo. Aquilo que me propus a fazer, renovação e o fim das mordomias de alguns setores da mídia, estou fazendo.



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h35
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18/06/2008 - 23h50

Brasil empata sem gols com a Argentina, e Dunga ouve gritos de "adeus"

da Folha Online

A seleção brasileira não conseguiu novamente marcar um gol, empatou com a Argentina por 0 a 0 e escutou as vaias dos torcedores nesta quarta-feira, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, pela sexta rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010.

No segundo tempo, o técnico Dunga, pressionado pelos resultados, ouviu por várias vezes o grito de "burro" e "adeus" das arquibancadas.

Com as derrotas para a Venezuela em um amistoso e para o Paraguai pelas eliminatórias, ambas por 2 a 0, o time de Dunga completou também três partidas sem marcar.

O resultado deixou o Brasil com nove pontos, enquanto a Argentina soma 11 pontos. Na quinta-feira, Venezuela e Chile, ambos com sete pontos, se enfrentam em Puerto La Cruz (VEN), pela última partida da rodada, e podem subir na tabela.

Antes da partida, o clima era de festa no Mineirão. Pelé foi homenageado ao participar da inauguração da calçada da fama do estádio. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também entregou um troféu a Pelé, que é mineiro de Três Corações. Os grupos musicais Jota Quest, antes do jogo, e Skank, no intervalo, se apresentaram no Mineirão, e Gal Costa cantou o hino nacional brasileiro.

Como já era esperado, Anderson e Júlio Baptista ganharam posições no meio-campo titular e atuaram ao lado de Gilberto Silva e Mineiro. Quem também foi escolhido para iniciar a partida foi Adriano, que ganhou a disputa com Luis Fabiano e comandou o ataque junto com Robinho.

O equilíbrio marcou os primeiros minutos do jogo. Anderson e Júlio Baptista se movimentaram bastante e tentaram abastecer o ataque. Aos 23min, o goleiro argentino Abbondanzieri fez grande defesa e impediu o gol de Júlio Baptista. No minuto seguinte, Robinho foi lançado na ponta esquerda, chegou a driblar o goleiro, mas não conseguiu finalizar, sendo desarmado pelos zagueiros rivais.

A Argentina passou a trocar mais passes no meio-campo e impediu que o Brasil pressionasse. Messi voltou bastante ao meio-campo e deixou Julio Cruz sozinho, próximo da área. Dessa forma, o time visitante pouco produziu no setor ofensivo.

Dunga manteve a equipe ofensiva ao escolher Diego para entrar na vaga de Anderson, que deixou o campo lesionado. A marcação continuou muito forte e o primeiro tempo terminou sem gols. "O time está bem, precisa é apertar mais a marcação", disse Robinho para a TV Globo no intervalo.

A etapa final também começou equilibrada. Na tentativa de superar a defesa rival, o time brasileiro atuou pelas alas do campo. Com apoio da torcida, a equipe de Dunga procurou tomar a iniciativa de atacar, porém errava muitos passes.

A Argentina não ficou recuada e também era perigosa, principalmente, nas cobranças de falta e cruzamentos na área, que saíam dos pés de Riquelme. Aos 12min, Julio Cruz recebeu passe e chutou por cima da meta de Júlio César.

Após a torcida pedir a entrada de Alexandre Pato e dirigir insultos a Dunga, o técnico brasileiro decidiu tirar Adriano e colocar Luis Fabiano. Ele ouviu os torcedores vaiarem a substituição. Dunga ainda colocou Daniel Alves na vaga de Diego.

Não faltou empenho ao time brasileiro, que, sem muita criatividade, não conseguiu criar boas jogadas. No final, a Argentina cresceu no jogo e a "revolta" do torcedor cresceu.



Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h34
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15/06/2008 - 17h54

Brasil perde no Paraguai e sofre 1ª derrota nas eliminatórias à Copa-2010

da Folha Online

Depois do revés histórico para a Venezuela em partida amistosa, a seleção brasileira perdeu para o Paraguai por 2 a 0, em Assunção, neste domingo, e conheceu a sua primeira derrota nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010.

O time dirigido pelo técnico Dunga permanece com oito pontos --empatou com Colômbia e Peru e venceu Equador e Uruguai. O próximo desafio é contra a Argentina, na quarta-feira, em Belo Horizonte. O Paraguai, que atuou em grande parte da partida com dez jogadores, lidera as eliminatórias com 13 pontos, em quatro vitórias e um empate.

Para se preparar para enfrentar Paraguai e Argentina, a CBF programou dois amistosos nos Estados Unidos. A difícil vitória sobre o Canadá por 3 a 2 e a derrota para a Venezuela por 2 a 0, a primeira na história, deixaram os torcedores brasileiros frustrados. Neste domingo não foi diferente.

Dunga armou um esquema tático cauteloso, com três volantes, Mineiro, Gilberto Silva e Josué, e um meia-atacante, Diego. No setor ofensivo, Robinho e Luis Fabiano foram os escolhidos para iniciar partida.

Com a tradicional camisa amarela e com calções e meias brancas, o time entrou em campo e impôs forte marcação. A equipe paraguaia, comandada por Valdez, Santa Cruz e Cabañas, tomou a iniciativa de atacar.

O primeiro grande susto foi aos 24min. Cabañas acertou a trave de Júlio César. Dois minutos depois, os brasileiros não tiveram a mesma sorte. Em cobrança de escanteio pela ponta esquerda, a bola passou pela pequena área e Santa Cruz, livre, abriu o placar para o Paraguai.

Sem Kaká e Ronaldinho, que machucados não foram convocados por Dunga, Diego, com a camisa 10, tentou organizar a equipe. Praticamente sozinho em seu setor, ele sofreu com a marcação. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Brasil passou a jogar melhor, mas não foi o suficiente para levar muito perigo à meta do goleiro paraguaio Villar.

"[O Brasil] está muito atrás. Estamos jogando mal, é preciso dar mais velocidade nas jogadas para tentar virar", disse Robinho para a TV Globo, antes de entrar no vestiário.

Na etapa final, Dunga substituiu Josué por Anderson e o time se tornou um pouco mais ofensivo. A situação do Brasil parecia que seria facilitada com a expulsão de Verón, que acertou Robinho. No entanto, o Paraguai ampliou a vantagem aos 4min. Depois de Júlio César espalmar, Cabañas fez 2 a 0.

O Paraguai continuou perigoso e quase fez o terceiro aos 11min, mas a bola bateu no travessão e no rebote o time da casa não conseguiu marcar.

Dunga alterou o time mais uma vez. Adriano entrou na vaga de Mineiro e atuou ao lado de Luis Fabiano no ataque. Com a alteração, Robinho passou a jogar junto com Diego no meio-campo.

O Brasil pressionou bastante com muitas bolas levantadas na área. Na terceira substituição do Brasil, Diego saiu para a entrada de Júlio Baptista. O Paraguai ficou recuado, e o Brasil não superou o goleiro Villar.

 


Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h32
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