Na 'Folha', de hoje: tarda, nem sempre falha
Vôo da muamba" gera indenização de R$ 2.359 à União
Presidente da CBF, que importou equipamentos no valor de US$ 45 mil na volta do tetra, é condenado após 14 anos
Processo, que não pode mais ter recursos, é 1 dos 3 que envolvem o dirigente acerca do vôo que levou 17 toneladas de bagagem
LEONARDO SOUZA DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Passadas três Copas, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teve sua primeira derrota definitiva na Justiça num dos processos relacionados ao "vôo da muamba", quando a seleção trouxe dos EUA 17 toneladas de bagagens e compras após a vitória na Copa de 1994. Teixeira é acusado de ter transportado ilegalmente equipamentos para sua choperia El Turf, na Zona Sul do Rio. Além de dois processos que enfrenta por essa razão, ele moveu ação contra a União, por danos morais, alegando que o auditor fiscal Sylvio de Sá Freire, então lotado no Aeroporto Internacional do Rio, teria praticado atos abusivos ao tentar reter a bagagem da seleção para vistoria. No mês passado, Teixeira perdeu em última instância, no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ontem, o processo transitou em julgado (não cabe mais recurso). Após 14 anos, o valor da indenização que Teixeira terá de pagar à União é praticamente simbólico, de R$ 2.359. Procurado via assessoria da CBF, ele não ligou de volta. O resultado da ação por danos morais reforça o prognóstico dos outros processos, com valores bem maiores. Num deles, em que tem tido sucessivas derrotas, Teixeira pode perder o equipamento importado para a El Turf, comprado por US$ 45 mil. No outro, ele é acusado de ter coagido os auditores do aeroporto para que liberassem as mercadorias da delegação. O valor desta causa é de R$ 50 mil, fora a correção monetária. No primeiro caso, o desembargador Alberto Nogueira, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve o entendimento da instância anterior, de que a importação foi irregular e de que o equipamento tem de ser apreendido pela Receita. O segundo caso ainda está na primeira instância. O auditor Sá Freire disse que a "fraude fiscal" cometida por Teixeira foi comprovada quando, em 1995, o presidente da CBF fez uma importação de novo equipamento para a choperia, cuja fatura comercial informava o peso da mercadoria em 1.480 quilos. Porém a Infraero havia pesado equipamento com 886 quilos. "Essa diferença [de peso] foi para encobrir o equipamento trazido ilegalmente no vôo da seleção", disse Sá Freire. A Receita Federal deixou de arrecadar ao menos US$ 1 milhão em impostos. O cálculo levou em conta o volume da bagagem (17 toneladas) e as listas de compras dos atletas. Na ida aos EUA, a bagagem da seleção pesara duas toneladas. Teixeira pressionou os fiscais da Receita e obteve a liberação. Na ocasião, telefonara ao então ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves. Diante dos funcionários da Receita, Teixeira ameaçou devolver as medalhas de condecoração que os atletas haviam recebido do então presidente Itamar Franco. O secretário da Receita Federal à época, Osiris Lopes Filho, que orientara os funcionários da alfândega a realizar a fiscalização de praxe (que prevê a taxação de valores acima de US$ 500), se demitiu pelo episódio. O campeão de itens foi o lateral-esquerdo Branco. O segundo nome que mais apareceu nas caixas embarcadas no avião foi o de Carlos Alberto Parreira.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h45
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Mineirão: a boate de um quase time na festa de um quase bom-moço
Por THIAGO SARKIS*
Chegar ao Mineirão para Brasil e Argentina foi, no mínimo, esquisito. Apesar do congestionamento nas proximidades do estádio e dos cambistas, tudo ocorria em perfeita ordem. Policiais para todos os lados, serviços de emergência apostos, estacionamento para caravanas, placas em inglês, português e espanhol, boa iluminação, fiscais preparados para instruírem o público e evitarem que o mesmo se aproximasse dos detentores dos títulos de VIPs que estariam dentro e fora de campo. Tudo otimizado e cuidado com carinho e atenção especiais que não se observaram no último duelo entre as duas seleções na capital mineira.
Não acredite que o motivo desta expressiva mudança na embalagem tenha sido apenas a Copa de 2014. Afinal, o conteúdo de quem organizou os dois eventos na última eliminatória e nesta é o mesmo... Assim como o conteúdo do Mineirão.
A boate montada pelo playboy que governa as Minas Gerais não deve apagar usuais péssimas condições de higiene, instalações enferrujadas, e os mais de 25 mil pontos cegos do Estádio Governador Magalhães Pinto. Isso mesmo: mais de vinte e cinco mil pessoas pagam ingresso semanalmente para assistirem às partidas sem o mínimo de conforto e, às vezes, até sem campo de visão.
É claro que Luciano Huck, Pelé, Pedro Bial, Ricardo Teixeira, e todos os "célebres" que lá estavam não lhe diriam isso. Porém, perguntem-vos se comparecerão aos próximos jogos de Atlético e Cruzeiro. É claro que não. A boate já estará desmontada. Sem luzes, shows, talvez apenas com os telões ainda mantidos em lugares estapafúrdios, acrescentando cerca de uma centena – ou mais – de pontos cegos ao Mineirão.
Nos assentos de gente comum, encontramos uma torcida que paga bem e caro, seja para as partidas de seus clubes ou para as da Seleção, e que é maltratada em quaisquer das ocasiões. Torcida que preteriu a competição de brasileiros e argentinos para alimentar, de forma saudável, a rivalidade entre alvinegros e celestes.
A positividade entre os eternos rivais que riam das brincadeiras um do outro, independentemente dos palavrões proferidos por ambas as partes, não se repetiu nos gritos direcionados a Galvão Bueno. O narrador é considerado 'persona non grata' pelos admiradores das duas potências de Minas, assim como por outras tantas forças país afora, por personificar a emissora que, "inadvertida e ingenuamente", segue aumentando o áudio das torcidas que lhe dão audiência, além de já ter, direta ou indiretamente, arrancado títulos ou oportunidades de títulos dos dois grandes mineiros. José Roberto Wright, atual comentarista de arbitragem da nave-mãe e da filial, que o diga.
Dentre os que estavam em campo, impressiona perceber os pretensos europeus que hoje vestem a amarelinha insistindo em reclamar da torcida, especialmente pelos aplausos a Messi. Parece que o tempo de nossos craques na Europa só lhes serviu de aprendizado no manuseio do Euro. Ou suas memórias não chegam ao dia em que dezenas de milhares aplaudiram Ronaldinho Gaúcho de pé no Santiago Bernabéu?
Aliás, engana-se quem pensa que os aplausos a Messi foram puramente irônicos. O momento da saída do craque argentino, único a realmente brilhar com a bola nos pés – apesar de distante das atuações que o destacaram no Barcelona – foi uma realização para todos que pagaram até 250 reais para verem o Mineirão se transformar na boate do quase jogo de um quase time que fez a festa de um quase bom-moço em sua escalada ao Palácio do Planalto. Foi o momento de sentir que talvez tenha valido a pena estar ali.
Burro, Dunga? Burro foi Collor. Aliança boa não é com PC Farias. É com artistas e "artistas" que invadem a telinha do povão todos os dias. Aécio e seus assessores sabem disso. Já calaram a imprensa mineira e agora calam e envolvem, pouco a pouco, o restante do país com os infindáveis afagos às "celebridades" que os cercam.
* Thiago Sarkis é redator da revista Roadie Crew, crítico musical, e publicou seus artigos em mais de trinta países nos principais periódicos do mundo de Rock, Pop, Blues, Jazz e Progressivo. Fora isso, é psicólogo... E louco por futebol.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h42
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Seleção pode chegar na Olimpíada sem amistosos
Por Luciano Borges
A comissão técnica da seleção brasileira tem duas propostas de trabalho para preparar a equipe olímpica. E as perspectivas do time que vai aos Jogos Olímpicos de Pequim não são das mais animadoras.
O “Plano Luxo” prevê 15 dias de preparação com um ou dois jogos amistosos. O “Plano Standard” é mais cruel: cinco dias de treinos e nenhuma partida para testar a equipe. “Vai depender da Fifa, de quando teremos todos os atletas juntos”, disse o técnico Dunga ao Blog do Boleiro.
O treinador, que neste domingo dirige a seleção olímpica num amistoso contra um “catadão carioca”, está otimista. “Acho que teremos os 15 dias”, disse. Para o confronto em Volta Redonda, os jogadores treinaram somente nesta manhã de sábado.
Para jogadores como o zagueiro Alex Silva, a partida amistosa é encarada como a grande chance de se garantir no grupo que vai a Pequim. “Eu quis muito participar deste jogo. Em seleção, não se pode bobear. Tem muito zagueiro bom na minha idade”, disse o titular do São Paulo, que tem 23 anos.
Dunga sabe desta vontade dos atletas. “Esses caras vão jogar a vida. Todos querem garantir um lugar no grupo da Olimpíada”, afirmou.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h36
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20.06.08
 Reuters
Por Luciano Borges
O técnico da seleção brasileira tem um jeito Dunga de explicar como está se sentindo: “Estou puto, mas estou tranquilo”. Em casa na cidade de Porto Alegre, o treinador pensa e repensa tudo o que passou nos últimos dias com a equipe do Brasil. E acha que está sendo pressionado para ceder nas restrições que impôs à imprensa, especialmente à TV Globo.
Em conversa por telefone com o Blog do Boleiro, Dunga explicou porque não utilizou atletas em idade olímpica nos quatro últimos jogos, porque dispensou Kaká, o que achou do desempenho da seleção nas partidas das eliminatórias e também se foi mesmo atropelado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na convocação antecipada de Ronaldinho Gaúcho para a equipe olímpica.
A seguir, a entrevista com Dunga:
Dunga, como você está? Tranqüilo. Estou puto, mas estou tranqüilo. Sei que querem a minha cabeça porque criei uma zona de desconforto para quem estava acostumado a cobrir a seleção brasileira sem sair de casa. Porque tinham a escalação, o time, as preferências do treinador. Mas isto mudou.
De quem você está falando? Queira ou não queira, a poderosa manda e os caras que trabalham para ela acham que mandam. Não digo que seja a TV Globo, mas alguns profissionais que trabalham lá e estavam acostumados com privilégios e não têm mais. Lá nos Estados Unidos, vieram pedir para entrevistar um jogador à uma da manhã. Disse não. Eles foram à loucura. Um câmera ficou dizendo que ia falar com A, B ou C, mas falei que não. Não tenho culpa se os caras chegaram atrasados em três dos quatro treinos que dei. Não é meu problema se o cara perdeu a hora passeando no shopping. E eu disse para o cara: “Não vai jogar a responsabilidade em cima de mim”. Depois dizem que o Dunga é carrancudo. Tenho senso de justiça.
As relações entre você e os jornalistas estão estremecidas? Comigo, os repórteres perguntam tudo e eu respondo tudo. O que fiz foi atender o que 95% da mídia pediu e 100% da população brasileira queria: coloquei ordem, acabei com a festa que foi na Copa do Mundo de 2006. E estou atendendo o que o meu patrão determinou.
Mas a reclamação não é só dos profissionais da Globo. Veja como são as coisas. Os caras que a vida toda reclamaram dos privilégios de uma emissora, agora se juntam com ela para meter o pau. Quem reclamava das tendas de algumas tevês que cobriam os treinos e faziam entrevistas na hora que queriam, agora tem tratamento igual. Mesmo assim, reclamam. Mas não vou dar nada para ninguém. Mas está tudo dez. Sei que os caras vão fazer leitura labial comigo, mas não mudo de posição. Estou tranqüilo.
Você está na corda bamba? Já disse. Esta pergunta deve ser feita para o presidente da CBF. Mas, veja bem, quando o Ricardo Teixeira me contratou, ele deixou claro que nossa conversa seria direta, sem interlocutores. Falo direto com ele. E não fazemos nada sem planejamento. O Ricardo recebe relatórios de tudo o que vamos fazer, quem convocamos, porque convocamos, qual o nosso objetivo. Funciona como uma empresa.
Quando você conversou com ele pela última vez? Ontem à noite, por telefone.
Você sabia da convocação do Ronaldinho Gaúcho para a Olimpíada? Esta idéia vem amadurecendo na comissão técnica há três meses. Passamos para o presidente Ricardo Teixeira e ele assumiu o encaminhamento dela. A gente teve que deixar o cara bater no fundo para ajudá-lo. Mas eu não podia ir até o jogador, me expor. Por isso, o Ricardo disse: ‘Deixe que eu mesmo falo com ele’. Ele não está machucado. Mas não joga há três meses. Por isso, o Paulo Paixão (preparador físico) vai trabalhar com ele. Agora, o Ronaldinho sabe que vai viajar na classe econômica, junto com o resto do time. E tem que estar disposto a treinar.
O que você pode dizer sobre este caso do Kaká? Você está realmente chateado com ele? Não estou. Eu quero contar com os melhores. Não sou maluco. Não sou doente. O que eu falei foi o seguinte: ele precisa estar bem para disputar os dois jogos das eliminatórias. O que eu ouvi foi que para o primeiro jogo não dava e talvez desse para o segundo. Aí não seria possível. Ele não está bom para jogar hoje.
Ele disse no programa “Bem Amigos”, no Sport TV, que não gostou muito do jeito como foi cortado. É mas ele mesmo disse também que jogou machucado em 2006 e não faria isto mais. Mas eu pergunto: por que jogou cinco meses no Milan com o problema no joelho? O que eu ouvi era que ele talvez pudesse, talvez não pudesse jogar os dois jogos. Ou tem ou não tem condições. Ou então chega e diz “eu vou pro pau”. Agora, para impedir o Kaká de ir à Olimpíada, é o Milan que decide. Mas para jogar nas eliminatórias, é o Kaká que decide.
O que houve então, um mal entendido? Eu sempre digo aos jogadores que eles só podem acreditar naquilo que sai da minha boca. Só vale quando eu falar. Nunca disse que não queria o Kaká ou o Ronaldinho Gaúcho. Quero contar sempre com os melhores. Quero os melhores, em condições de jogar.
Mas o Ronaldinho nem está jogando. Esta situação é uma exceção, fizemos um planejamento para ele jogar. Para mim, todo mundo é importante, do Júlio César ao Ronaldinho, passando pelo Maicon, Lúcio, Juan, Anderson, todo mundo.
No meio desta situação, a Olimpíada veio para atrapalhar? Não vai atrapalhar, vai ajudar.
Mas até para este amistoso no Rio você já teve que dispensar dois jogadores. O Fluminense divulgou quando ia viajar para o Equador? Não. Quando eles pediram a dispensa do Thiago Neves e do Thiago Silva, não me opus. Não vou atrapalhar a vida de ninguém.
Vocês dispensaram o Alex Silva e o Hernanes do São Paulo? Não. Até porque ninguém falou comigo. Se falassem comigo, dissessem que precisam deles, a gente podia fazer um acordo. Eles jogariam uns 60 minutos no sábado e eu os colocaria para jogar uns 40 minutos no domingo.
Esta má fase que a seleção está passando não pode queimar jogadores como, por exemplo, o Diego? Eu sempre digo: seleção é pressão. O cara não pode se queimar. Eu dou oportunidade. Veja o caso do Luisão: nos quatro anos antes de eu assumir, ele jogou dois jogos pela seleção. Comigo, em dois anos, já disputou seis. É saber aproveitar. Tem cara que diz que precisa de sequência de jogos. Isso vale para times e não para seleção. Seleção é confiança. O jogador tem que dizer “tenho cinco, dez minutos para jogar e vou dentro”. Viu o Anderson? Como ele entrou contra o Paraguai?
Contra o Paraguai, a seleção não conseguiu parar o contra-ataque e a jogada de bola parada. Isso é o mesmo que dizer que a Itália joga no contra-ataque. Todo mundo sabe disso. A gente sabia que o Paraguai tem essa característica. Mas sofremos dois gols em falhas que acontecem no jogo. Contra a Argentina, sabíamos que dos oito gols que eles tinham marcado nas Eliminatórias, seis foram em jogadas de bola parada. No Mineirão, eles repetiram estas jogadas várias vezes. O que aconteceu? Nada. O time melhorou. Comparando com os argentinos, eles somaram dois pontos e nós um nestes dois últimos jogos.
O Brasil não jogou mal? Contra a Venezuela, jogou mal mesmo. Contra o Paraguai não fomos bem. Mas contra a Argentina, o time melhorou. A gente queria ganhar o jogo, mas enfrentamos a Argentina.
Por que você não aproveitou os amistosos nos EUA (contra Canadá e Venezuela) para testar jogadores em idade olímpica? É outra crítica que fazem sem saber que planejamos tudo, pensamos antes de tomar decisões. Para as eliminatórias, os jogadores estavam no final de temporada, 15 dias parados. Se coloco um time olímpico, eles iam ficar mais 15 dias. Como o time poderia ir bem nas eliminatórias? Assumimos um risco calculado. Se a gente tivesse certeza seria melhor.
Você está se sentindo pressionado? Não pela CBF. Sei que os caras querem me botar contra a parede para que eu ceda. Mas não vou mudar. Já me reuni com eles, eles falam que tem os melhores profissionais, os melhores equipamentos, mas isso não muda nada do que me propus fazer na seleção. Queriam seriedade e temos seriedade.
Os jogadores entendem isso? O grupo é muito responsável. Temos alguns atletas experientes como o Gilberto Silva, Gilberto, Lúcio e Juan que orientam os mais novos. Eles sabem que só quero que eles tenham responsabilidade. Trato os caras com o maior respeito. O próprio grupo puxa quem está se desviando um pouco. É uma tarefa importante jogar pelo Brasil. A situação do país requer algumas mudanças. Tenho a oportunidade de mudar esse aspecto. Ninguém leva vantagem aqui. Para mim, o que vem primeiro é a seleção brasileira.
Você teme ser demitido? Sou bem sucedido na vida. O que tenho dá para viver. Sempre digo que Deus me deu um dom, que é o de jogar bola, e eu acrescentei algumas coisas. Eu estou na seleção porque sempre achei que seleção não é escolha, é missão. Para mim, primeiro é o trabalho e não o emprego. Mas estou tranqüilo. Aquilo que me propus a fazer, renovação e o fim das mordomias de alguns setores da mídia, estou fazendo.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h35
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18/06/2008 - 23h50
Brasil empata sem gols com a Argentina, e Dunga ouve gritos de "adeus"
A seleção brasileira não conseguiu novamente marcar um gol, empatou com a Argentina por 0 a 0 e escutou as vaias dos torcedores nesta quarta-feira, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, pela sexta rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010.
No segundo tempo, o técnico Dunga, pressionado pelos resultados, ouviu por várias vezes o grito de "burro" e "adeus" das arquibancadas.
Com as derrotas para a Venezuela em um amistoso e para o Paraguai pelas eliminatórias, ambas por 2 a 0, o time de Dunga completou também três partidas sem marcar.
O resultado deixou o Brasil com nove pontos, enquanto a Argentina soma 11 pontos. Na quinta-feira, Venezuela e Chile, ambos com sete pontos, se enfrentam em Puerto La Cruz (VEN), pela última partida da rodada, e podem subir na tabela.
Antes da partida, o clima era de festa no Mineirão. Pelé foi homenageado ao participar da inauguração da calçada da fama do estádio. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também entregou um troféu a Pelé, que é mineiro de Três Corações. Os grupos musicais Jota Quest, antes do jogo, e Skank, no intervalo, se apresentaram no Mineirão, e Gal Costa cantou o hino nacional brasileiro.
Como já era esperado, Anderson e Júlio Baptista ganharam posições no meio-campo titular e atuaram ao lado de Gilberto Silva e Mineiro. Quem também foi escolhido para iniciar a partida foi Adriano, que ganhou a disputa com Luis Fabiano e comandou o ataque junto com Robinho.
O equilíbrio marcou os primeiros minutos do jogo. Anderson e Júlio Baptista se movimentaram bastante e tentaram abastecer o ataque. Aos 23min, o goleiro argentino Abbondanzieri fez grande defesa e impediu o gol de Júlio Baptista. No minuto seguinte, Robinho foi lançado na ponta esquerda, chegou a driblar o goleiro, mas não conseguiu finalizar, sendo desarmado pelos zagueiros rivais.
A Argentina passou a trocar mais passes no meio-campo e impediu que o Brasil pressionasse. Messi voltou bastante ao meio-campo e deixou Julio Cruz sozinho, próximo da área. Dessa forma, o time visitante pouco produziu no setor ofensivo.
Dunga manteve a equipe ofensiva ao escolher Diego para entrar na vaga de Anderson, que deixou o campo lesionado. A marcação continuou muito forte e o primeiro tempo terminou sem gols. "O time está bem, precisa é apertar mais a marcação", disse Robinho para a TV Globo no intervalo.
A etapa final também começou equilibrada. Na tentativa de superar a defesa rival, o time brasileiro atuou pelas alas do campo. Com apoio da torcida, a equipe de Dunga procurou tomar a iniciativa de atacar, porém errava muitos passes.
A Argentina não ficou recuada e também era perigosa, principalmente, nas cobranças de falta e cruzamentos na área, que saíam dos pés de Riquelme. Aos 12min, Julio Cruz recebeu passe e chutou por cima da meta de Júlio César.
Após a torcida pedir a entrada de Alexandre Pato e dirigir insultos a Dunga, o técnico brasileiro decidiu tirar Adriano e colocar Luis Fabiano. Ele ouviu os torcedores vaiarem a substituição. Dunga ainda colocou Daniel Alves na vaga de Diego.
Não faltou empenho ao time brasileiro, que, sem muita criatividade, não conseguiu criar boas jogadas. No final, a Argentina cresceu no jogo e a "revolta" do torcedor cresceu.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h34
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15/06/2008 - 17h54
Brasil perde no Paraguai e sofre 1ª derrota nas eliminatórias à Copa-2010
Depois do revés histórico para a Venezuela em partida amistosa, a seleção brasileira perdeu para o Paraguai por 2 a 0, em Assunção, neste domingo, e conheceu a sua primeira derrota nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010.
O time dirigido pelo técnico Dunga permanece com oito pontos --empatou com Colômbia e Peru e venceu Equador e Uruguai. O próximo desafio é contra a Argentina, na quarta-feira, em Belo Horizonte. O Paraguai, que atuou em grande parte da partida com dez jogadores, lidera as eliminatórias com 13 pontos, em quatro vitórias e um empate.
Para se preparar para enfrentar Paraguai e Argentina, a CBF programou dois amistosos nos Estados Unidos. A difícil vitória sobre o Canadá por 3 a 2 e a derrota para a Venezuela por 2 a 0, a primeira na história, deixaram os torcedores brasileiros frustrados. Neste domingo não foi diferente.
Dunga armou um esquema tático cauteloso, com três volantes, Mineiro, Gilberto Silva e Josué, e um meia-atacante, Diego. No setor ofensivo, Robinho e Luis Fabiano foram os escolhidos para iniciar partida.
Com a tradicional camisa amarela e com calções e meias brancas, o time entrou em campo e impôs forte marcação. A equipe paraguaia, comandada por Valdez, Santa Cruz e Cabañas, tomou a iniciativa de atacar.
O primeiro grande susto foi aos 24min. Cabañas acertou a trave de Júlio César. Dois minutos depois, os brasileiros não tiveram a mesma sorte. Em cobrança de escanteio pela ponta esquerda, a bola passou pela pequena área e Santa Cruz, livre, abriu o placar para o Paraguai.
Sem Kaká e Ronaldinho, que machucados não foram convocados por Dunga, Diego, com a camisa 10, tentou organizar a equipe. Praticamente sozinho em seu setor, ele sofreu com a marcação. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Brasil passou a jogar melhor, mas não foi o suficiente para levar muito perigo à meta do goleiro paraguaio Villar.
"[O Brasil] está muito atrás. Estamos jogando mal, é preciso dar mais velocidade nas jogadas para tentar virar", disse Robinho para a TV Globo, antes de entrar no vestiário.
Na etapa final, Dunga substituiu Josué por Anderson e o time se tornou um pouco mais ofensivo. A situação do Brasil parecia que seria facilitada com a expulsão de Verón, que acertou Robinho. No entanto, o Paraguai ampliou a vantagem aos 4min. Depois de Júlio César espalmar, Cabañas fez 2 a 0.
O Paraguai continuou perigoso e quase fez o terceiro aos 11min, mas a bola bateu no travessão e no rebote o time da casa não conseguiu marcar.
Dunga alterou o time mais uma vez. Adriano entrou na vaga de Mineiro e atuou ao lado de Luis Fabiano no ataque. Com a alteração, Robinho passou a jogar junto com Diego no meio-campo.
O Brasil pressionou bastante com muitas bolas levantadas na área. Na terceira substituição do Brasil, Diego saiu para a entrada de Júlio Baptista. O Paraguai ficou recuado, e o Brasil não superou o goleiro Villar.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 13h32
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Em noite desastrosa, seleção concede 1ª vitória na história à Venezuela
Bruno Freitas Em Foxborough (Estados Unidos)
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Depois de anos de 'surras' em uma infinidade de encontros em competições continentais, eliminatórias e amistosos, a Venezuela conseguiu nesta sexta-feira sua primeira vitória na história dos duelos contra o Brasil, no choque de dois extremos de tradição do futebol sul-americano. Numa das maiores surpresas recentes em partidas da seleção, os venezuelanos ganharam por 2 a 0 no Gillette Stadium, em Foxborough, com dois golaços, no encerramento da excursão do time de Dunga pelos Estados Unidos.
| UMA DERROTA HISTÓRICA |
Vargas comemora o 2º gol venezuelano |
Alexandre Pato fez uma partida apagada |
Adriano teve 1 boa chance, desperdiçada |
Robinho foi participativo, sem muito brilho |
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| Atual número 63 no ranking da Fifa, a Venezuela jamais havia somado ao menos um empate em confrontos com o Brasil. Antes do jogo desta sexta nos EUA, o Brasil havia derrotado os rivais sul-americanos 17 vezes em 17 jogos, com 78 gols contra apenas quatro dos adversários (de acordo com retrospecto oficial da CBF). Dessa forma, a derrota e atuação medíocre ligam o 'sinal amarelo' para a seleção, que esteve nos EUA para se preparar para compromissos importantes nas eliminatórias no mês de junho. Antes do inédito revés contra os venezuelanos, o Brasil havia derrotado o frágil Canadá por 3 a 2 em Seattle, com imensa dificuldade. Ou seja, sofreu quatro gols de equipes medianas em 180 minutos. A seleção volta a se reunir na próxima terça-feira, em Teresópolis, onde treina por alguns dias antes da rodada dupla das eliminatórias da Copa contra Paraguai (15 de junho, em Assunção) e Argentina (dia 18). Nesta sexta, a seleção foi a campo com nove alterações em relação ao time que havia derrotado o Canadá na última semana. Apenas Robinho, 'intocável' de Dunga, e Gilberto foram repetidos na escalação. Em campo, a tentativa ofensiva com o trio Robinho, Alexandre Pato e Adriano mostrou poucos sinais de entrosamento, apesar da boa vontade. No meio-campo, a boa atuação de Anderson não foi o suficiente para livrar a seleção da síndrome de falta de criatividade que persegue o time nos últimos tempos e que se agigantou nos jogos pós-temporada européia, com o efeito do cansaço do grupo. Quase que imediatamente, o quadro da partida se alterava para o Brasil, que viu a Venezuela abrir o placar logo aos 5min do primeiro tempo, numa jogada de contra-ataque. No lance, a defesa da seleção parou, Maldonado recebeu passe em profundidade e teve calma para tocar com estilo na saída de Doni. O trio de frente da seleção deu esboço de funcionamento aos 13min, quando Alexandre Pato tabelou pelo alto com Robinho e serviu Adriano, que tentou finalizar de bicicleta dentro da área, mas cometeu falta. Aos 25min, o Brasil conseguiu ameaçar o gol venezuelano mais uma vez, com Anderson, que pegou bola ajeitada por Adriano e bateu cruzado pela linha de fundo. Mas, pouco depois, foi a Venezuela que teve boa chance de marcar, aos 34min, quando Arango errou finalização na pequena área, bem diante de Doni. Ainda antes do intervalo, a Venezuela chegou ao inesperado placar de 2 a 0. Aos 43min, depois de uma saída desastrosa na defesa, Vargas roubou a bola, passou por Luisão com uma 'pedalada' e bateu rasteiro no canto esquerdo brasileiro. No segundo tempo, Anderson teve boa chance dentro da área aos 3min, mas arrematou para fora. Aos 11min, Adriano roubou bola na intermediária e serviu Diego, que bateu em cima do goleiro na primeira tentativa e acertou a trave em chute de bicicleta no rebote. Depois disso, só tentativas desesperadas e que pouco perigo levaram ao gol de Veja. BrasilDoni; Daniel Alves (Maicon), Luisão, Henrique, Gilberto; Gilberto Silva (Josué), Anderson (Rafael Sobis), Elano (Mineiro); Robinho, Alexandre Pato (Diego) e Adriano (Luís Fabiano) Técnico: Dunga VenezuelaVega; Boada, Rey, Hernandéz (Fuenmayor), Vitalli; Rincón (E. Hernandez), Vargas (Rondon), Arango (González) e Rojas (Lucena); Maldonado (Arismendi) e Chacón Técnico: César Farías Data: 06/06/2008 (sexta-feira) Estádio: Gillette Stadium, em Foxborough (EUA) Público: 54.045 torcedores Árbitro: Jair Marrufo (EUA) Auxiliares: Corey Rockwell e Adam Wienckowski (EUA) Cartões amarelos: Anderson (BRA); Chacón, Vitali (VEN) Gols: Maldonado, aos 5min; Vargas, aos 43min do primeiro tempo |
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 00h45
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SELEÇÃO BRASILEIRA CBF perde mais uma da Vivo | 11:14
De Veja Online
A CBF foi derrotada novamente em sua quarta tentativa judicial desde o ano passado de romper o contrato de patrocínio da Vivo com a seleção brasileira. A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fátima Andrighi decidiu ontem manter em vigor o contrato firmado em janeiro de 2005 e válido até o final de 2014 - portanto, depois da Copa do Mundo, que será realizada no Brasil. Pelo contrato, a CBF recebe 8 milhões de reais por ano. Mas desde o ano passado, reclama na Justiça um reajuste.
Em 29 de maio de 2007, a CBF atacou: notificou a Vivo. Avisou que estava rescindindo o contrato unilateralmente. A Vivo, ou mais especificamente seus advogados, entrou em campo e reagiu: acionou a CBF para que o contrato fosse cumprido e ganhou na Justiça. A CBF recorreu. Nova derrota. Não satisfeita, entrou em campo novamente - ou melhor, na Justiça fluminense - pedindo a reconsideração da decisão. Perdeu mais uma vez. Finalmente, a CBF foi ao STJ. E a Vivo levou a melhor mais uma vez.
Afinal, por que a briga? Segundo a CBF, o contrato previa também um complemento polpudo em reais, que viria da venda da marca da seleção brasileira em games e informações variadas, que poderiam ser acessados via celular. E esse complemento que esperava-se vultoso não passou de ninharia. Portanto, sentiu-se lesada. A Vivo responde que interessaria a ela também os lucros da venda dos games - até porque dividiria meio a meio essa receita com a CBF - mas que os resultados ainda não são os esperados.
Na CBF essas derrotas são encaradas como parte da guerra. Ricardo Teixeira tem dito aos mais próximos que não irá desistir de tirar a logomarca da Vivo das mangas da camisa da seleção e dos painéis que são colocados ao fundo de cada entrevista coletiva de um integrante do time.
A disputa, portanto, continua.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 18h32
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Dunga convoca Adriano para jogos das eliminatórias
Bernardo Coimbra, do UOL No Rio de Janeiro
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O técnico Dunga divulgou nesta quinta-feira a lista dos convocados para os amistosos contra Canadá, dia 31 de maio, em Seattle, e Venezuela, 6 de junho, em Boston, assim como para as duas próximas partidas das eliminatórias à Copa do Mundo de 2010, diante do Paraguai, em Assunção, dia 15 de junho e Argentina, no Mineirão, em 18 de junho.
| CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO |
GOLEIROS Júlio César (Inter de Milão-ITA) Diego Alves (Almería-ESP) Doni (Roma-ITA) |
LATERAIS Maicon (Inter de Milão-ITA) Daniel Alves (Sevilla-ESP) Gilberto (Tottenham-ING) Marcelo* (Real Madrid-ESP) Kléber** (Santos) |
ZAGUEIROS Lúcio (Bayern de Munique-ALE) Luisão (Benfica-POR) Alex Costa (Chelsea-ING) Juan (Roma-ITA) |
MEIO-CAMPISTAS Gilberto Silva (Arsenal-ING) Mineiro (Hertha Berlim-ALE) Josué (Wolfsburg-ALE) Anderson (Man. United-ING) Diego (Werder Bremen-ALE) Elano (Manchester City-ING) Kaká (Milan-ITA) Júlio Baptista (Real Madrid-ESP) |
ATACANTES Robinho (Real Madrid-ESP) Luís Fabiano (Sevilla-ESP) Alexandre Pato (Milan-ITA) Adriano** (São Paulo) Rafael Sobis* (Betis-ESP) |
| *só para os jogos nos EUA |
| **só para as eliminatórias |
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| A grande novidade foi a presença de Adriano, que volta a vestir a camisa verde e amarela depois de mais de um ano. Sua última e única atuação na era Dunga havia sido em amistoso contra Portugal, dia 6 de fevereiro de 2007, em Londres (derrota brasileira por 2 a 0. Contudo, o Imperador só irá participar dos confrontos válidos pelas eliminatórias. O lateral-esquerdo Kléber, do Santos, viverá a mesma situação. Desta forma, o jovem Marcelo, do Real Madrid-ESP e o avante Rafael Sóbis, do Betis-ESP, só farão parte do grupo para os embates amistosos, frente a Canadá e Venezuela, sendo depois sacados. "Os dois garotos têm idade olímpica e quero observá-los mais. E o Adriano e o Kléber estão jogando a Libertadores. Por isso adotei esse critério", explicou o treinador. Além do atacante, outro que retorna à seleção é Elano, que não foi chamado para o amistoso contra a Irlanda, pois cumpria suspensão imposta pelo STJD pela expulsão no amistoso contra o México, em 2007. Com oito pontos, o Brasil ocupa atualmente a terceira posição na tabela das eliminatórias. A Colômbia, em quarto, tem a mesma pontuação, mas é superada no saldo de gols (6 a 2). O líder é o Paraguai, com dez, seguido pela Argentina, com nove. |
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 21h35
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De A SEMANA ONLINE
Presidente da Fifa quer acabar com “selecções e equipas multinacionais” |
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| 10-05-08 |
É comum observar nas ligas da Europa, principalmente na italiana e espanhola, equipas escaladas apenas com jogadores estrangeiros. Mas se depender do presidente da Fifa, Joseph Blatter, este cenário vai acabar. Para preservar os atletas locais, Blatter anunciou na sede da entidade, em Genebra, Suíça, que até 2012 os clubes terão que colocar no relvado, obrigatoriamente, seis jogadores do seu país de origem. |
O assunto da regra "6+5" (seis jogadores locais e um máximo de cinco estrangeiros) vai ser discutido no próximo congresso da Fifa, que acontece nos dias 19 e 30 de Maio, na Austrália. “Pediremos às federações um mandado para negociar com as autoridades políticas europeias. Estou certo de que iremos encontrar uma solução”, espera Blatter.
O presidente sabe que encontrará posições contrárias na Europa, inclusive com a legislação da União Europeia. Actualmente, atletas que possuem passaporte comunitário não são considerados estrangeiros nos países pertencentes ao bloco. “Não haveria nenhum percalço para a livre circulação dos trabalhadores visto que não haveria limites para o número de contratos. Simplesmente, as equipes deveriam iniciar as partidas com uma maioria de jogadores nacionais”, afirma.
Outra medida defendida por Blatter é a de restringir a troca de nacionalidade de jogadores. O dirigente afirmou que muitas selecções abusam das regras actuais, que permitem que um jogador possa defender a selecção de outro país desde que resida no país por mais de dois anos. “Eu não sou profeta, mas posso dizer que na Copa do Mundo de 2014 metade dos jogadores pode ser do Brasil. Temos que introduzir uma barreira maior para impedir que isto aconteça", conclui. |
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 10h27
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O Brasil está prontinho para fazer a Copa de 2014
por Marcos Guterman, do Estadão
A foto acima é da fila no Palestra Itália para comprar ingressos para a momentosa final do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Ponte. Tudo muito organizado, como se pode constatar. Ninguém passou aperto para conseguir sua entrada, e os torcedores puderam perceber o esforço dos promotores do espetáculo para providenciar conforto e segurança. Assim, ficamos todos muito mais tranqüilos em relação à capacidade do Brasil de sediar a Copa de 2014.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 12h14
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Trem-bala criará megalópole entre Campinas, São Paulo e Rio
Maria Teresa Costa / Correio Popular
A implantação do trem de alta velocidade TAV, ou trem rápido, abre a perspectiva de transformar Rio, São Paulo e Campinas em uma megalópole, uma vez que esse meio de transporte rápido irá proporcionar o aumento da freqüência das pessoas entre as três cidades, disse ontem o secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, em audiência pública na Comissão de Aviação e Transporte da Câmara Federal. Pesquisa Ibope realizada com 2 mil moradores do Rio de Janeiro e São Paulo em novembro e dezembro do ano passado constatou que 86% das pessoas que viajam entre Rio e São Paulo por motivos diversos trocariam outros meios de transporte pela segurança, rapidez e o conforto do trem de alta velocidade.
"O trem trará desenvolvimento aos dois estados", disse o secretário em uma audiência convocada pelo deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP). A discussão do trem rápido lotou o plenário e teve a presença, inclusive, de representantes da Embaixada do Japão e da empresa Mitsui que já anunciou que participará do leilão de concessão.
Estudos feitos pela italiana Italplan indicam que serão necessários investimentos de US$ 9 bilhões no trecho entre São Paulo e Rio, elevando para US$ 11 bilhões com a inclusão do trecho até Campinas.
A grande aposta dos estados na ligação rápida é a possibilidade de levar desenvolvimento econômico e reestruturação urbana no caminho do trem. Um dos estudos existentes sobre o trem, feito pela Italplan, estima uma demanda de 35 milhões de passageiros ano no trem rápido, mas é um dado, que segundo Júlio Lopes, pode ter sido estimado timidamente. A pesquisa Ibope mostrou que embora Rio e são Paulo sejam regiões próximas, 68% dos paulistas pesquisados ainda não visitaram Rio e 44% dos cariocas não visitaram São Paulo.
Além de Lopes, participaram da audiência o presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, José Francisco das Neves, o coordenador de Planejamento e Gestão da Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Renato Carvalho Viegas, o superintendente de Serviços de Transportes de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Marcus Felipe de Almeida, o superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Henrique Amarante da Costa Pinto.
"Só mesmo uma crise de mobilidade pode explicar por que cidadãos que vivem tão perto nunca tenham se visitado. O TAV vai agregar demanda e trazer mais desenvolvimento para as três metrópoles, que concentram grande parte da economia do País", afirmou Lopes. O Ibope constatou que se o trem existisse, 71% das pessoas visitariam o estado vizinho com mais freqüência e ainda que se o trem e o avião tivessem a mesma tarifa, 63% utilizariam a primeira opção e apenas 35% fariam o percurso pelo ar.
Júlio Lopes lembrou que existem alternativas para aumentar a demanda de passageiros, como horários promocionais e tarifas diferenciadas, viagens mais baratas à tarde ou à noite, promoções nos fins de semana e feriados, vagões de primeira e segunda classe, etc.
Do lado econômico, a análise é de que o trem trará aquecimento do mercado imobiliário com a construção de novos centros e parques empresariais, melhorias e fortalecimento da infra-estrutura, como serviços públicos, transporte local e regional, atração de investimentos estrangeiros, permitindo desenvolvimento dos sistemas de educação e treinamento.
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 12h12
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CBF diz que Romário está nos planos para Copa de 2014
Depois de anunciar sua aposentadoria do futebol, na noite de segunda-feira, o agora ex-atacante Romário afirmou que gostaria de participar, de alguma forma, da Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil. A vontade do ex-jogador deve ser realizada, segundo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
"O Romário foi o primeiro nome e sempre estará presente no projeto 2014", afirmou o dirigente. O jogador com a comitiva da entidade em Zurique, no mês de outubro do ano passado, quando a Fifa confirmou que o Mundial será realizado no País.
Outro objetivo declarado por Romário após o anúncio da aposentadoria é ajudar no resgate do América-RI, que foi rebaixado para a segunda divisão do Estadual. "Sou torcedor do América. Pretendo ajudar o clube no ano que vem. Não sei como. Primeiro quero pensar nas minhas férias, afinal, estou aposentado."
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 10h02
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Construção e varejo devem elevar demanda por cobre
DO TERRA
A demanda por cobre no Brasil deve continuar aquecida em 2008, depois de forte crescimento em 2007, devido ao desenvolvimento do setor de construção civil e às fortes vendas de eletrodomésticos e carros, disseram traders e representantes de minas chilenas de cobre.
Os três setores acima são os que mais demandam o metal básico no setor produtivo e fizeram o consumo de cobre crescer de 10% a 15% em 2007, segundo operadores.
Com a economia brasileira crescendo 6,2% no último trimestre do ano passado, contra igual período há um ano, os participantes do comércio de cobre esperam um 2008 tão forte ou mais intenso.
As vendas de materiais de construção subiram 8,5% no primeiro trimestre deste ano, contra o primeiro trimestre de 2007, e segundo o IBGE as vendas de eletrodomésticos aumentaram 16% em janeiro na comparação com igual mês do ano passado.
Já o comércio de automóveis bateu recorde trimestral no início de 2008, com 648 mil unidades vendidas, volume 31% maior que o visto de janeiro a março de 2007.
"Nós tivemos um ótimo 2007 para as vendas de cobre no Brasil e certamente teremos um bom 2008", disse José Dayller, que representa comercialmente a gigante estatal chilena Codelco no Brasil. Ele participa nesta semana de uma conferência mundial sobre cobre, em Santiago.
"O carro-chefe do crescimento do consumo de cobre no País é o setor de construção civil, estimulado por algumas medidas do governo, e as fortes vendas de eletrônicos e de veículos colaboram", disse Dayller, que também vende produtos de outra estatal chilena de cobre, a Enami.
O Brasil tradicionalmente importa a maior parte do cobre que consome, tanto na forma de concentrado, que é trabalhado por indústrias locais, como em catodos (placas) e vergalhões.
Projetos recentes como o da mina de Salobo, da Vale, estão elevando a produção local, mas operadores afirmam que ela não deverá mudar o panorama para as importações, pelo menos no curto prazo.
Quase a totalidade do cobre que chega ao Brasil vem do Chile, o maior produtor mundial, e do Peru, parceiros de Mercosul que desfrutam de tarifa zero para exportar ao Brasil.
Salto na demanda Ricardo Romero, que vende cobre no Brasil para as companhias Antofagasta (minas El Tesoro e Michilla) e Barrick Gold (Compania Minera Zaldivar), estima que a demanda por catodos e vergalhões de cobre no Brasil possa alcançar 250 mil toneladas em 2008, ante aproximadamente 190 mil toneladas em 2007.
Segundo ele, companhias como as produtoras de cabos Prysmian e a PPE Cabos, assim como a Termomecânica, que produz tubos e conexões para construção civil, vão continuar elevando os volumes de importação.
"Tivemos um aumento de aproximadamente 15% nas vendas no ano passado e possivelmente cresceremos mais em 2008", afirmou.
Caio Gelfi, gerente comercial da Sertrading SA, diz que políticas governamentais para expandir as linhas de transmissão de energia são um fator positivo extra no mercado.
"Há muito investimento na ampliação do sistema elétrico", diz Gelfi, que tem a Southern Copper como uma das principais fornecedoras.
Ricardo Romero acredita que em breve o Brasil, com a elevação da produção local de cobre, atuará nos dois lados do mercado, importação e exportação, em volumes importantes.
"A mina de Salobo é distante dos centros consumidores e a Vale só produz concentrado de cobre. Eles deverão exportar grande parte da produção", afirmou. Salobo fica no Pará, enquanto o Sudeste do País é a grande região de consumo de produtos de cobre.
Segundo o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), o Brasil possui reservas de 15,4 milhões de toneladas de cobre, cerca de 3% do total de reservas no mundo, e a produção local cresceu de 148 mil toneladas em 2006 para 200 mil toneladas em 2007.
Além da Vale, com cerca de 60% da produção, também possuem atuação importante em cobre no Brasil a Mineração Maracá (controlada pela canadense Yamana Gold) e a Mineração Caraíba.
Romero acrescenta outro fator como sendo positivo para o setor de cobre no longo prazo, a Copa do Mundo de 2014. "Teremos muito investimento em estádios, infra-estrutura de transporte, hotéis, etc. Esses tipos de projetos demandam bastante cobre."
Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 18h32
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Escrito por Cláudio Luiz Nunes às 18h30
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